Dia Nacional do Estudante

Hoje celebramos o Dia Nacional do Estudante.
Sabias que este dia foi promulgado pela Assembleia da República Portuguesa em 1987?

Anualmente no dia 24 de março celebra-se este dia que não só comemora como homenageia o movimento estudantil, relembrando as dificuldades passadas pelos estudantes nas décadas de 60, aquando da crise académica vivida em Portugal. Esta data relembra a importância dos estudantes como membros ativos da sociedade e da Academia.

Pretendendo, ainda, apelar à participação e mobilização dos estudantes em prol de um novo modelo de educação: uma educação de e para todos/as. O direito à educação é um direito basilar da nossa sociedade e consagrado constitucionalmente.

Neste sentido, o UBIPharma preocupa-se com os seus estudantes e como tal promove diversas iniciativas, como os inquéritos pedagógicos, advogando sempre pelos seus direitos e superiores interesses, em prol de um estudo mais equitativo e completo.
Contem sempre connosco, juntos somos mais fortes!

Feliz Dia Nacional do Estudante!

Dia Mundial das Doenças Raras

Assinala-se no último dia de fevereiro de cada ano, o Dia Mundial das Doenças Raras, desde 2008.
Na União Europeia uma doença é considerada rara quando tem uma prevalência inferior a 5 em cada 10.000 pessoas. Pensa-se que existam entre 5 mil a 8 mil doenças raras, e sabe-se que cerca de 80% destas doenças têm origem genética identificada, sendo cerca de 50% de novos casos diagnosticados em crianças.

Em Portugal, estima-se que existam entre 600 mil a 800 mil pessoas portadoras destas doenças. Assim, com o intuito de assegurar cuidados de saúde adequados para estes pacientes, a Direção Geral de Saúde (DGS) criou o Cartão da Pessoa com Doença Rara, que dispõe de toda a informação clínica da pessoa. A aquisição deste é feita pelo médico assistente na Plataforma Do Registo de Saúde Eletrónico.

Na prevenção e no tratamento de doenças raras, são utilizados medicamentos órfãos, que a nível económico, tendo em conta a reduzida percentagem de pacientes portadores deste tipo de doenças, são produzidos pela indústria farmacêutica com incentivos do Estado. O Laboratório Militar de Produtos Químicos e Farmacêuticos é, também, responsável pela produção de pequenos lotes destes medicamentos.

Durante a pandemia de COVID-19 estes pacientes têm sido muito afetados uma vez que alguns dos tratamentos foram interrompidos ou adiados, bem como as consultas de seguimento. No entanto, alguns hospitais disponibilizaram a entrega ao domicílio dos medicamentos, supervisionados por um profissional de saúde, evitando a deslocação aos hospitais e promovendo a adesão à terapêutica e a sua manutenção.

O UBIPharma assinala este dia de forma a sensibilizar a população para os problemas que estes pacientes enfrentam, e deseja que estes possam ter todas as condições reunidas de forma a terem os cuidados necessários para o acompanhamento da doença e a sua integração na sociedade.

Apoios a Pacientes com Doenças Raras:

https://rarissimas.pt/ 
https://www.eurordis.org/ 
https://www.orpha.net/consor/cgi-bin/index.php 

 

 

 

Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência – 11 de fevereiro

 

O Dia Internacional da Mulher e Raparigas na Ciência, 11 de fevereiro, celebrado pela UNESCO e pelas Nações Unidas, visa fortalecer a igualdade de géneros nas áreas da ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM), relembrando que as mulheres devem ter acesso às mesmas oportunidades e ser reconhecidas pela sua dedicação e que as raparigas se devem sentir inspiradas a seguir uma carreira no domínio científico. O UBIPharma não podia deixar de se juntar a este dia e destaca o testemunho de mulheres na área das Ciências da Saúde.
#WomenInScience #MulheresNaCiência

 

Testemunhos

Doutora Ângela Sousa, Investigadora no CICS-UBI

Ângela Sousa, licenciada em 2007 e doutorada em 2011 em Bioquímica, é Investigadora do CICS-UBI desde 2012 na área Biotecnologia para a saúde e tem-se dedicado à implementação de plataformas biotecnológicas para a obtenção de vacinas de DNA contra o cancro do colo do útero, e mais recentemente contra a COVID-19.

“É importante ter presente que ciência e igualdade de género são vitais para alcançar os objetivos de desenvolvimento sustentável que foram internacionalmente acordados, incluindo os que estão definidos na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. Em particular, os objetivos “Educação de qualidade; Igualdade de género; Reduzir as desigualdades”. Nos últimos 15 anos, a comunidade global tem feito esforços para inspirar e empenhar mulheres e raparigas na ciência. E esse equilíbrio tem-se vindo a notar. Posso dizer que no Centro de Investigação em Ciências da Saúde (CICS) da UBI do qual faço parte, em 52 elementos, 31 são mulheres.

Na minha opinião é importante o uso contínuo e sistemático de modelos, tanto femininos como masculinos, e continuamente mostrar exemplos positivos aos jovens. Isto é uma ferramenta importante para quebrar os estereótipos ligados às carreiras profissionais. O sucesso da investigação que desenvolvemos não depende do género mas sim das capacidades que cado um de nós tem e da dedicação dada à execução das nossas tarefas para conseguirmos alcançar da melhor forma os objetivos propostos no nosso trabalho.”

 

 Professora Doutora Ana Paula Duarte, Investigadora no CICS-UBI

“As mulheres têm participado desde sempre na ciência, mas com muitas dificuldades e “muitas pedras no caminho”. Atualmente essa participação é mais evidente, fruto de muitas conquistas ao longo dos tempos, mas ainda há muito caminho a fazer, muitas pedras a afastar. Mas as mulheres são persistentes, determinadas e transformam os obstáculos em desafios, mesmo existindo ainda muitos preconceitos a combater. Só com uma maior participação das mulheres na ciência e tecnologia, bem como na sociedade em geral, se pode pensar em atingir um mundo mais sustentável, pelo que a promoção desta participação deve ser uma prioridade das instituições e dos governos.”

 

 

Professora Doutora Sílvia Socorrro, Coordenadora do CICS-UBI

“Sobre a importância da mulher na ciência…

Dos factos…

As mulheres são a maioria a frequentar os diferentes níveis de ensino universitário, particularmente na área das ciências sociais e da vida. Há mais mulheres o obter o grau de doutoramento. E no mundo da ciência, Portugal é um exemplo: 46% dos cientistas portugueses são mulheres!

Contudo no mundo académico, particularmente no topo da carreira e na liderança das instituições, a realidade ainda é profundamente masculina. E aqui, infelizmente, Portugal não é exceção.

Do impacto…

A investigação realizada por mulheres tem tido um enorme impacto no avanço do conhecimento e beneficio da humanidade ao longo dos tempos. Citando 2 exemplos. O recente prémio Nobel da Química 2020 atribuído a Emmanuelle Charpentier e Jennifer A. Doudna pela descoberta da tecnologia de edição de genomas CRISPR/Cas9; e outro antigo, do início do séc. XX, o de Marie Curie que foi a primeira pessoa a ser contemplada com um prémio Nobel duas vezes. Contudo, estudos recentes ainda mostram, por exemplo, que o número de artigos publicados por mulheres, e a sua representatividade em corpos editorias de revistas científicas, são inferiores aos dos homens. Apenas 14% dos revisores da Nature são mulheres.

Da vida…

Numa sociedade ainda profundamente masculina, continua a ser crucial vencer estereótipos, lutar pela igualdade de género e apoiar a ascensão das mulheres na esfera pública. Sem lhes ser exigido que tenham que cumprir todos, e na perfeição, os seus diferentes papéis, o de mulheres, mães, profissionais e cientistas. ”

 

 

Drª Nádia Oliveira, Bolseira no CICS-UBI

“Anualmente, surgem novos dados que dão conta do número crescente de mulheres investigadoras que lideram projetos de investigação inovadores em todo o mundo. No entanto, apesar do trabalho de excelência e das descobertas notáveis, quando olhamos para a realidade mundial, segundo a UNESCO, as mulheres representam menos de 30% do total dos investigadores. Além disto, apenas 11% dos cargos de Investigador Principal / Investigador Sénior são ocupados por mulheres na Europa. Existem também numerosos estudos que comprovam que mulheres com carreira nas áreas da Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática publicam menos, recebem menos pela sua investigação e têm uma menor progressão de carreira, quando comparadas com homens. Também à escala mundial, raramente o trabalho das mulheres e raparigas investigadoras obtém o reconhecimento que merece e em toda a história da humanidade apenas 3% dos Prémios Nobel de Ciências foram atribuídos a mulheres.

Contudo, o nosso país contraria todos estes indicadores. No total, continua a haver mais homens na ciência, mas as mulheres estão em maioria nos Laboratórios do Estado e ocupam metade dos lugares de investigação nas instituições de ensino superior. Portugal é também o país do mundo com maior percentagem de mulheres e raparigas em cursos de ciências, matemática e computação e há mais de 10 anos que o número de mulheres doutoradas é superior ao dos homens.

No Centro de Investigação em Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior (CICS-UBI), instituição à qual me orgulho em chamar casa, há vários anos que os cargos de Direção da Coordenação Cientifica são ocupados na totalidade por mulheres. Para além disto, 75% dos cargos de liderança dos diferentes Grupos de Investigação estão também atribuídos a mulheres. Como mulher e como jovem investigadora do CICS-UBI considero-me uma privilegiada. Nunca senti que o meu género fosse impedimento para ingressar na investigação científica, nem que o meu trabalho e contributo científico fossem de algum modo subvalorizados ou subestimados por ser mulher. No CICS-UBI prima a igualdade de oportunidades e de incentivo à ingressão na carreira de investigador, independente do género.

Apesar do meu contexto, neste Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência é importante lembrar que ainda há muito a ser feito para alcançar a verdadeira igualdade de género na ciência e romper com todos os preconceitos associados à mulher. Acredito verdadeiramente que um dia viveremos num mundo onde independentemente da nacionalidade ou condição social, as raparigas serão incentivadas a estudar ciências, onde as mulheres que são também mães ou tenham a pretensão de o vir a ser, usufruam das mesmas oportunidades de acesso a cargos de liderança na investigação, que os homens. Anseio pelo dia em que os cientistas terão o seu trabalho apreciado unicamente pelo potencial de mudança no mundo e pelo mérito das suas descobertas.

Como mulher e como jovem investigadora, sei que a sociedade espera sempre mais de mim: mais provas do mérito do meu trabalho e mais assertividade na minha vida pessoal e profissional, mas chegou o momento de também nós, mulheres e investigadoras, esperarmos mais aceitação, maior reconhecimento e mais igualdade na sociedade que nos rodeia.

Desejo a todas as mulheres e raparigas na ciência e a todas aquelas que têm a pretensão de vir a ingressar nesta carreira um feliz Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência.”